domingo, 11 de setembro de 2011

Toninho ou das Peças de um Quebra-Cabeças

O dia 10 de setembro de 2011 é muito mais do que a véspera do dia 11.
São dez anos de uma tragédia para Campinas e para o Brasil: o assassinato do prefeito Toninho. Não vou colocar a sigla partidária que sempre acompanhou seu nome porque acho que ele não mais gostaria de se associar a ela.
Praticamente ignorada hoje e ao longo de todos esses anos, (a imprensa brasileira prefere lembrar do 11/09 americano)é interessante notar como o tempo se encarregou de juntar as peças para montar o quebra-cabeças:
a) o governo da vice de Toninho, Izalene Tiene, foi marginalizado pelo grupo dominante do partido;
b) o candidato à sucessão pelo partido, Luciano Zica, foi ignorado e traído pelo mesmo grupo, auxiliando em sua derrota no segundo turno (uma amostra da popularidade do gorverno Izalene);
c) os donos do partido preferiram apoiar Hélio de Oliveira Santos, de outro partido e hoje prefeito cassado por, no mínimo, omissão em relação a supostos esquemas de corrupção;
d) na reeleição de Hélio, o partido impôs Demétrio Villagra como vice, o qual foi preso e processado por comandar os mesmos supostos esquemas de corrupção;
e) ameaçado também de cassação, o novo prefeito, teve o apoio e defesa por parte do Grande Avalista e do "núcleo duro" do partido.
Como trilha sonora de tudo isso, o ensurdecedor silêncio do grupo dominante e do Grande Avalista (apesar da promessa de campanha de que a Polícia Federal iria investigar o assassinato) e como moldura a corrupção generalizada no mundo político-partdário brasileiro.
Visto assim, tudo faz sentido.

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